“Mini órgãos” têm sido construídos em laboratório a partir de células-tronco

Por mais que possa parecer, esse título que você acabou de ler não é resumo de um filme de ficção científica. Os organoides, popularmente divulgados como “mini órgãos”, já são uma realidade em muitos laboratórios do mundo desde 2013. Inclusive, a rede alemã de estudos e pesquisas em células-tronco, a German Stem Cell Network (GSCN), publicou no último ano um documento de atualização apresentando os mais recentes avanços neste campo e quais as aplicações atuais e futuras potenciais. 

Mini órgãos

Os organoides são estruturas celulares tridimensionais cultivadas em laboratório a partir de células-tronco. Eles imitam órgãos corporais, exibindo composições e funções celulares semelhantes.  Para se ter ideia, eles podem ser do tamanho de uma semente de mostarda.

Para quê servem?

Eles podem ser usados ​​para pesquisa básica, onde estudiosos podem entender melhor o mecanismo doenças, mas o objetivo principal é deservolver organoides capazes de serem transplantados para o corpo humano, tratando a mais variada gama de doenças em que se faz necessário transplante.

Os organoides também são uma grande promessa para testes de novos medicamentos e para a exclusão da necessidade de testes em modelos animais. A esperança é que esses organoides reajam às drogas da mesma forma ou de maneira semelhante ao órgão real no corpo humano. Também fornecerá informações mais específicas para que os médicos prevejam com mais precisão se um paciente responderia a determinado tratamento.

Fontes consultadas:

German Stem Cell Network. White paper: Organoids – from stem cells to future Technologies. Disponível em: > https://www.eurostemcell.org/system/files/documents/resources/GSCN-White-Paper_en_11-2020_web.pdf <