Gravidez requer ingestão recomendada de ácido fólico

Relação da Grávida e Ácido Fólico Hemocord Magazine

Em mulheres grávidas, o componente atua para prevenir, entre outros problemas, defeitos na formação do tubo neural dos bebês
Antes de engravidar, é necessário pensar em algumas medidas que podem ajudar a evitar problemas durante a gravidez e no desenvolvimento do bebê. Médicos recomendam que cerca de três meses antes da gestação se inicie o tratamento com o ácido fólico (vitamina do complexo B), que está presente em diversos alimentos e ajuda a prevenir doenças do tubo neural, como a espinha bífida e a anencefalia.
Isso acontece porque os defeitos no tubo neural acontecem durante o estágio inicial de desenvolvimento, quando muitas mães ainda não sabem que estão grávidas. O ácido fólico também ajuda a diminuir o risco de o bebê ter problemas cardíacos e lábio leporino, além de prevenir a anemia na gestante. Estudos apontam uma diminuição de até 70% nas chances de haver alterações quando a mulher toma um comprimido de ácido fólico por dia, um mês antes de engravidar, e permanece até entrar no segundo trimestre de gravidez.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a quantidade indicada, e aceita pelos especialistas, é de 400 microgramas diários de ácido fólico. No entanto, a dosagem deve ser orientada por um médico, que saberá indicar o tratamento mais adequado e sem excessos. Uma pesquisa feita pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) com 494 mulheres mostrou que só 3,8% tomaram o suplemento na dose recomendada.
É possível encontrar o ácido fólico em verduras escuras, feijões de todos os tipos, lentilha, ervilha, gérmen de trigo, aspargos, frutas cítricas e carne vermelha. Mas vale lembrar que não se deve cozinhar as verduras e legumes por muito tempo, porque isso diminui a ação do ácido fólico. O ideal seria comer vegetais ligeiramente cozidos no vapor ou simplesmente crus durante a gravidez. Em 2002, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) determinou a adição de 4,2 mg de ferro e de 150 mg de ácido fólico para cada 100g de farinha de trigo e de milho. O objetivo era reduzir a prevalência de anemia por deficiência de ferro e prevenir defeitos do tubo neural.
 
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