Falta de Vitamina D pode trazer problemas durante a gestação

Tomar sol diariamente e cuidar da alimentação são alternativas para manter os níveis adequados da vitamina no organismo
Durante a gravidez, a alimentação da gestante ganha o dobro de importância, pois todos os nutrientes servirão para o desenvolvimento do feto. Por isso, o consumo de certos alimentos é fundamental para evitar problemas gestacionais e de formação do bebê. A falta de vitamina D, por exemplo, pode ser um fator de risco para algumas complicações no período gestacional, como parto prematuro, baixo peso ao nascer, restrição do crescimento intrauterino e diabetes.
Para prevenir essa deficiência, é indicado que as mulheres frequentemente consumam alimentos com alto teor de vitamina D, seguindo as orientações de um dermatologista sobre a exposição solar, principal fonte desse nutriente. Segundo a nutricionista e especialista em nutrição materno-infantil, Ana Carolina Terrazzan, alguns vegetais como o cogumelo apresentam níveis elevados de vitamina D. “Produtos de origem animal como peixes (bacalhau, salmão, cavalinha, atum, sardinha), leite, queijo e ovos, têm uma concentração ainda maior”, completa.
Os níveis adequados de vitamina D podem auxiliar principalmente para a prevenção de doenças do tecido ósseo, como raquitismo, além de doenças autoimunes, como o lúpus e a artrite reumatoide. A vitamina D é responsável pela absorção de cálcio e fósforo no organismo, por isso seu excesso ao usar suplementos pode representar alguns riscos, explica a especialista. “O uso indevido de suplementos, ou seja, sem orientação adequada, pode resultar principalmente em hipercalcemia (nível de cálcio no sangue acima do normal), que pode ser acompanhada de outros sintomas como: anorexia, náuseas, urinar em excesso, constipação, fraqueza, perda de peso, dor de cabeça, depressão, hipertensão e anemia”.
Segundo o Consenso de Fotoproteção da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), os filtros solares que atendem à normatização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) são submetidos a estudos toxicológicos como forma de garantir seu uso seguro durante a gestação. O fator mínimo recomendado é 30 também com proteção para os raios UVA. A SBD não recomenda a exposição ao sol entre as 10h e 16h (horário de verão).
O uso rigoroso de fotoprotetores reduz de forma significativa a quantidade de UVB que atinge a pele, podendo interferir teoricamente na produção de vitamina D. No entanto, na prática, o protetor solar não é aplicado na frequência e na quantidade adequadas, permitindo que suficiente radiação UVB atinja a superfície da pele para produção de vitamina D.  “A utilização de fotoprotetores, da forma como é habitualmente praticada, não deve ser considerada um fator predisponente para a deficiência de vitamina D, bem como a exposição ao sol de forma intencional e desprotegida não deve ser considerada fonte para produção ou prevenção desse problema”, pondera a dermatologista Thais Grazziotin.
 

Algumas dicas para manter os níveis adequados de Vitamina D:

  • Pegar sol pelo menos três vezes por semana:

Exposição de face, mãos e punhos durante 20 minutos antes das 10h e após as 16h.

  • Consumir alimentos com alto teor vitamina D:

Cogumelos, produtos de origem animal como peixes (bacalhau, salmão, cavalinha, atum, sardinha), leite, queijo e ovos.

  • Suplementos:

Apenas quando há indicação do médico e devidamente orientado por um profissional.