Células-tronco no tratamento das leucemias pediátricas

O câncer é a segunda maior causa de óbito de crianças e adolescentes no Brasil, superado apenas pelas mortes ocasionadas por causas externas. O câncer infantil também é uma das principais causas de morte em crianças ao redor do mundo. Até 33% dos casos de neoplasia em crianças correspondem aos cânceres do sangue, que são as leucemias.

As células sanguíneas são produzidas pelas células-tronco encontradas na medula óssea e, quando essas células-tronco sofrem alguma alteração maligna, produzem células sanguíneas ineficazes e disfuncionais, instalando-se a leucemia. O tipo de leucemia mais comum entre as crianças é a leucemia linfoblástica aguda (LLA).

Tanto a LLA quanto outras leucemias infantis podem ser tratadas, e muitas vezes curadas, com a quimioterapia e o transplante de células-tronco. Esta terapia celular já é padronizada e, inclusive, é a considerada melhor opção terapêutica nos casos de leucemias de alto risco.

Como é realizada a terapia com células-tronco

Primeiramente são realizadas quimioterapias para destruir as células-tronco (alteradas) da medula óssea do paciente. Após, são transplantadas células-tronco sadias, que podem ser obtidas da medula-óssea de um doador compatível ou obtidas do sangue do cordão umbilical. Essas células sadias “repovoam” a medula óssea do paciente e retomam a produção normal das células do sangue.

Uma das vantagens de se utilizar as células-tronco de cordão umbilical é que elas não precisam ter 100% de compatibilidade com o doente. Já as células-tronco obtidas da medula óssea de um doador precisam ser totalmente compatíveis com o receptor.

Fontes utilizadas:

Morando, J et al. Transplante de células-tronco hematopoéticas em crianças e adolescentes com leucemia aguda. Experiência de duas instituições brasileiras. Rev Bras Hematol Hemoter. 2010;32(5):350-357. Disponível em: > https://www.scielo.br/j/rbhh/a/hfBXV6cJnkczyVz4dxrcQQk/abstract/?lang=pt < 

Saraiva, Santos e Monteiro. Tendência de mortalidade por leucemias em crianças e adolescentes nas capitais dos estados brasileiros: 1980-2015. Epidemiol. Serv. Saúde vol.27 no.3 Brasília set. 2018. Disponível em: > http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S1679-49742018000300011&lng=pt&nrm=is <