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Células-tronco podem dobrar tempo de sobrevivência de pacientes com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)

Embora diferentes terapias possam afetar a saúde e a sobrevivência dos pacientes com esclerose lateral amiotrófica (ELA), essa doença degenerativa ainda é incurável.
Os pacientes com ELA desenvolvem fraqueza muscular gradual, que culmina com uma paralisia motora generalizada e irreversível. Buscando recursos para aumentar a qualidade de vida e a sobrevida destes pacientes, pesquisadores de diversas universidades polonesas se reuniram para avaliar o efeito de células-tronco mesenquimais neste sentido. Para isso, trataram 67 pacientes com células-tronco extraídas da geléia de Wharton – substância gelatinosa que reveste o cordão umbilical e avaliaram sua evolução.

O estudo

Este foi um estudo caso-controle em que os pacientes tratados foram pareados com 67 pacientes de referência do banco de dados PRO-ACT, que contém registros de pacientes de estudos clínicos de fase 2/3. Os pacientes nos grupos de tratamento e referência foram totalmente pareados em termos de raça, sexo, início dos sintomas, estágio da doença no início da terapia e uso de medicamentos para esclerose lateral amiotrófica concomitantes.

Todos os pacientes receberam três injeções intratecais de células-tronco mesenquimais na dose de 30 × 10 6 células. Depois, foram avaliados pela escala de medida funcional para pacientes com Esclerose Lateral Amniotrófica, a ALSFRS-R; e os tempos de sobrevivência foram acompanhados até março de 2020.

Resultados

O tempo médio de sobrevida aumentou duas vezes em todos os grupos e a relação risco-benefício foi favorável. Não foram observadas reações adversas graves ao tratamento, mostrando que a terapia com células-tronco mesenquimais derivadas de geléia da Wharton é segura e eficaz em determinados casos de ELA, independentemente das características clínicas e dos fatores demográficos. O sexo feminino e a boa resposta terapêutica inicial foram fatores preditivos para a eficácia no final do estudo.

Fonte consultada: Barczewska, M et al; Umbilical Cord Mesenchymal Stem Cells in Amyotrophic Lateral Sclerosis: an Original Study. 2020 Oct;16(5):922-932.

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