O que é gravidez ectópica?

Cuidar da saúde é sempre essencial, tanto para homens quanto para mulheres. Tomar esses cuidados quando há expectativa de engravidar , no entanto, é especialmente importante. A gravidez ectópica, por exemplo, é uma condição difícil e considerada uma urgência/emergência médica mas que pode ser tratada com medicamentos se for diagnosticada precocemente.

Saiba mais sobre a gravidez ectópica!

Você sabe o que é gravidez ectópica?

Gravidez ectópica é o nome dado à gestação que inicia fora do útero, ou seja, quando o embrião implanta e começa a se desenvolver fora da cavidade uterina. Não acontece frequentemente – menos de 1% das mulheres passa por isso. Os sintomas dessa condição costumam ter início entre a sexta e a oitava semana de gestação, mas são semelhantes aos sintomas de uma gestação comum: mal-estar, náuseas e irregularidade menstrual, por exemplo.

As principais causas da gravidez ectópica costumam ser anormalidades, inflamações ou infecções nas trompas, que fazem com que o embrião tenha dificuldade de percorrer o trajeto até o útero. Ainda que toda mulher corra o risco de ter esse problema, alguns fatores podem contribuir para a gestação ectópica, como ter realizado alguma cirurgia ou ter alguma deformidade na estrutura das tubas uterinas; ter doenças inflamatórias pélvicas ou endometriose; ser fumante; ter doenças sexualmente transmissíveis; uso inadequado do DIU; etc.

Veja abaixo como é possível diagnosticar e tratar a gravidez ectópica!

Como fazer o diagnóstico e tratamento da gravidez ectópica?

O diagnóstico da gravidez ectópica costuma ser feito quando a paciente percebe algo fora do comum, como cãibras ou dores na barriga e na região pélvica, sensação de desmaio, sangramento vaginal ou tonturas e vertigens.

Normalmente, é feita uma ultrassonografia transvaginal, exames laboratoriais, dosagens do hormônio betaHCG – que costuma estar em um nível menor do que o normal. Assim, se detecta a gravidez ectópica e a gestante pode começar imediatamente o tratamento para evitar a ruptura do tecido e hemorragias.

O tratamento pode ser feito com medicamentos ou com uma cirurgia, dependendo de quando a gravidez foi detectada e do estado de saúde da gestante.

O medicamento é utilizado quando os níveis de beta-hCG da gestante são baixos e o embrião não tem atividade cardíaca. Nesse caso, utiliza-se o metotrexato. Se o saco gestacional não regredir , o próximo passo é uma cirurgia por via laparoscópica ou cirurgia aberta (semelhante a uma cesariana), considerada um procedimento de urgência.

Se já houver ruptura dos tecidos e sangramento para dentro da cavidade abdominal, a situação é considerada de emergência, com risco de vida e necessidade de resolução imediata. Nesses casos, os sintomas já são muito agudos, com dor pélvica intensa e possibilidade de perda da consciência. A cirurgia imediata é necessária para parar o sangramento.

Consulte com seu ginecologista regularmente e vá ao médico sempre que perceber alguma alteração em sua saúde. Conhecer o próprio corpo, entender as diversas mudanças que ocorrem e realizar exames de diagnóstico de gravidez precocemente, tais como o hCG e a ultrassonografia transvaginal é muito importante para avaliar se está tudo evoluindo da forma esperada desde cedo.

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