O que é Mieloma Múltiplo?

Por ano, estima-se que aproximadamente 7.600 pessoas sejam diagnosticadas no Brasil. A doença diminui a produção de anticorpos e compromete a imunidade.

 O mieloma múltiplo é uma neoplasia de plasmócitos, um tipo de glóbulo branco que produz anticorpos, com a função de identificar e neutralizar patógenos em nosso organismo. O mieloma múltiplo é caracterizado pela proliferação e acúmulo de plasmócitos malignos na medula óssea e pela produção excessiva de uma proteína monoclonal, levando à disfunção de órgãos e diminuição da produção de anticorpos. Esse tipo de câncer é mais comum em indivíduos acima de 60 anos e, por atingir a medula óssea, afeta a produção de células do sangue e o sistema imunológico, aumentando a susceptibilidade ao desenvolvimento de anemia e infecções.

Não há formas de prevenir a doença, pois as causas ainda são desconhecidas. Além disso, o mieloma múltiplo pode se desenvolver em pessoas sem histórico familiar.  Entretanto, acredita-se que exista uma combinação de fatores de predisposição genética e ambiental que podem levar ao desenvolvimento da neoplasia, e por isso manter hábitos de vida saudáveis é sempre recomendado.

O tratamento abrange desde observação clínica (sem administração de fármacos) até quimioterapia seguida de transplante autólogo de medula óssea (transplante onde são utilizadas as próprias células-tronco hematopoiéticas do paciente). Segundo a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE), seguindo com o acompanhamento adequado, o mieloma múltiplo ganha caráter de doença crônica, que pede atenção, porém com risco controlado.
A doença é ainda pouco conhecida porque muitas vezes é confundida com problemas relacionados à idade, como a osteoporose. Os sintomas mais frequentes são: dores ósseas ou fraturas, fraqueza e cansaço devido à anemia, perda de peso, náuseas e vômitos, alterações bioquímicas do sangue ou da urina e infecções, principalmente sinusites e pneumonias. A confirmação do diagnóstico é feita através de uma série de exames de raios-X de todo o esqueleto, biópsia da medula óssea, exames de sangue e urina, ou ainda por biópsia que possa confirmar um tumor de células plasmáticas (plasmócitos).
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