Novas regras entram em vigor para cesarianas em planos de saúde

A medida visa diminuir o número desse procedimento nos sistemas público e privado
Entram em vigor nesta segunda-feira (6) as novas regras da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) para partos através de planos de saúde. São medidas que visam diminuir o número de cesáreas na rede pública e privada. Com as mudanças, a gestante que optar pela cirurgia mesmo sem a necessidade, terá que pagar pelo parto.  O médico também terá que preencher um partograma, relatório sobre a evolução do trabalho que será exigido para a efetuação do pagamento pelo plano de saúde.
Além disso, as gestantes poderão solicitar às operadoras dos planos os percentuais de cesarianas dos hospitais e dos médicos credenciados. A gestante também terá direito a um documento no qual deverá constar o registro de todo o pré-natal, oferecido pelas operadoras. As empresas terão que fornecer uma carta com informações sobre os riscos de realizar uma cesárea sem necessidade, e por fim, os médicos serão obrigados a fazer um registro gráfico ou um relatório detalhado do parto.
No último alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil aparece em primeiro lugar no ranking de nascimentos feito por esse método, com 53,7. O índice desse procedimento na rede privada é de 84%, de acordo com o Ministério da Saúde. Na rede pública são 40%. A cirurgia deve ser indicada pelo médico obstetra apenas quando há risco para a mãe e bebê. Nesse caso é a opção mais segura.
Ao optar pela cesariana sem necessidade ou recomendação médica – muitas mulheres abrem mão do parto normal por considerar doloroso – as consequências podem ser prejudiciais para a mãe e para o bebê, aumentando o risco de complicações pós-parto. Segundo o Ministério da Saúde, infecções, ocorrência de hemorragias, risco de morte pelo ato anestésico, risco para o próximo parto, além de problemas com a fertilidade são algumas das desvantagens da escolha pela cesariana. Além disso, pode haver dificuldade na descida do leite, comprometendo a relação inicial entre a mãe e o bebê, que é naturalmente estabelecida pelo ato da amamentação.
 
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