Aleitamento materno pode prevenir leucemia

Estudo publicado na revista científica JAMA Pediatrics mostra uma redução de até 19% na incidência de leucemia em crianças que foram amamentadas até os seis meses de vida

Já se sabe que o aleitamento materno traz diversos benefícios para a saúde do bebê e é essencial nos primeiros meses de vida. Mas um estudo publicado recentemente no JAMA Pediatrics ressaltou ainda mais a importância da amamentação. Segundo os pesquisadores, crianças que receberam leite materno por seis meses ou mais tiveram as chances reduzidas de desenvolver leucemia durante a infância em até 19% no comparativo com as que não foram amamentadas ou com as que receberam o leite materno por um período menor.
O estudo, realizado em Israel, reuniu 18 artigos que foram publicados entre 1960 e 2014. Além disso, uma análise separada de 15 desses artigos mostrou que crianças que foram amamentadas por qualquer período de tempo eram pelo menos 11% menos suscetíveis a ter algum tipo de leucemia, em relação àquelas que nunca haviam sido amamentadas.
Os autores do estudo sugerem que diversos mecanismos biológicos relacionados ao leite materno podem explicar esses resultados. O leite materno é rico em componentes imunologicamente ativos e mecanismos de defesa anti-inflamatórios, que influenciam no desenvolvimento do sistema imunológico dos lactentes. Além disso, o leite materno exerce efeito prebiótico, pois estimula o crescimento de bactérias intestinais benéficas. Durante os seis primeiros meses de vida do bebê, recomenda-se que o aleitamento materno seja exclusivo, pois o leite é composto por todas as vitaminas, minerais eanticorpos de defesa necessários para o crescimento saudável da criança.
A leucemia é uma doença maligna que se inicia na medula óssea, afetando a produção dos glóbulos brancos (leucócitos) que são responsáveis pela defesa do organismo. De origem desconhecida, a leucemia representa 30% dos cânceres infantis. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), no Brasil, o câncer é a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos, para todas as regiões.