Uso de células mesenquimais do tecido de cordão umbilical em ensaios clínicos e estudos publicados - avaliação de uma década: 2007 a 2017

Uso de células mesenquimais do tecido de cordão umbilical em ensaios clínicos e estudos publicados – avaliação de uma década: 2007 a 2017

Entre as principais indicações terapêuticas estão as doenças neurológicas, incluindo esclerose lateral amiotrófica, esclerose múltipla, lesão na medula espinhal, acidente vascular cerebral (AVC), paralisia cerebral e autismo.

Em 2019 foi publicado um artigo de revisão internacional que mostrou dados de uma avaliação inédita: a
triagem de ensaios clínicos (estudos em humanos) registrados e estudos publicados em revistas médicas e
científicas, que utilizaram células estromais mesenquimais (CEMs) do tecido de cordão umbilical no período
entre 2007 e 2017.  A coordenadora do estudo é a Dra Frances Verter, diretora da Fundação Parent’s Guide to Cord Blood, a Fundação Guia para Pais sobre o Sangue de Cordão: https://parentsguidecordblood.org/pt

Considerando a década avaliada, destacam-se os seguintes pontos do artigo:

  • 178 ensaios clínicos utilizaram CEMs provenientes do tecido de cordão;
  • 98 estudos clínicos que utilizaram CEMs do tecido de cordão foram publicados em revistas médicas/científicas;
  • 18% dos estudos clínicos publicados relataram que a terapia com CEMs foi segura;
  • 74% dos estudos clínicos publicados mostraram alguma forma de melhoria relacionada à terapia com CEMs;
  • As doenças neurológicas se destacaram como as principais indicações de tratamento nos estudos clínicos com CEMs, incluindo esclerose lateral amiotrófica, esclerose múltipla, lesão na medula espinhal, AVC, paralisia cerebral e autismo;
  • Outras indicações de tratamento incluem doenças imunológicas (como lúpus), cirrose hepática, disfunções musculoesqueléticas e doenças endócrinas, como o diabetes mellitus.

Confira o artigo original neste link: http://bit.ly/2PAJAjg.