Os caminhos para uma amamentação segura | Hemocord Magazine

Os caminhos para uma amamentação segura

Mamães de primeira viagem podem se sentir inseguras a respeito da amamentação. Afinal, quando interromper? Até quando incentivar? De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, não existe um limite máximo. O período indicado é de dois anos ou mais. No entanto, até os seis primeiros meses de idade, a amamentação deve ser o único alimento fornecido ao bebê. A partir dessa idade, a alimentação pode ser complementada com outros alimentos.

O aleitamento materno traz inúmeros benefícios. Há comprovações de que o leite materno evita mortes de crianças menores de cinco anos – metade dos episódios de diarreia e mais de 70% das internações por esse motivo, por exemplo, poderiam ser evitados pela amamentação. Além disso, o exercício que a criança faz para retirar o leite da mama é importante para o desenvolvimento craniofacial do bebê. O hábito de amamentar reduz as chances de sobrepeso ou obesidade, e melhora o desenvolvimento cognitivo da criança.

Benefícios para as mães

Além das vantagens já comprovadas com relação aos bebês, o aleitamento materno também protege as mães contra o desenvolvimento de câncer de mama e de ovário, e de diabetes tipo 2. A proteção, aliás, é maior de acordo com o tempo em que a mãe consegue amamentar. Para as mamães preocupadas com os quilinhos a mais adquiridos durante a gestação a amamentação também ajuda no emagrecimento.

Por quanto tempo é indicada?

Não há um limite máximo para a duração da amamentação. O desmame natural – quando a criança, espontaneamente, vai deixando de se mostrar interessada na amamentação – ocorre entre os dois aos quatro anos de idade.

A criança costuma dar alguns sinais, aos quais as mães e os pais podem ficar atentos. Se a criança já tem mais de um ano de idade, se mostra desinteressada nas mamadas, aceita alimentos diversos, mostra-se segura na relação com a mãe, dorme sem mamar, aceita limites quanto à amamentação e, por vezes, prefere outras atividades com a mãe em vez de mamar, é uma indicação de que a amamentação pode ser interrompida.

Quando o desmame é uma necessidade

A vida moderna faz com que algumas mães precisem deixar de amamentar antes do desmame natural – por exemplo, quando as mulheres precisam trabalhar em tempo integral e não conseguem seguir amamentando. O importante é saber que, até o final do primeiro ano de vida, é fundamental que a criança receba leite materno ou leite de fórmula. O leite comprado em supermercados – o leite de caixinha, como é conhecido – não deve ser utilizado antes do primeiro ano de vida da criança. A escolha da fórmula, que são feitas de acordo com a faixa etária do bebê, deve ser orientada por um pediatra.

Profissionais recomendam, no entanto, que o processo de desmame não seja abrupto. A criança pode se sentir rejeitada, causando comportamento inseguro ou rebelde, e a mãe pode desenvolver ingurgitamento mamário, estase do leite e mastite, além de tristeza, depressão, culpa e luto pela perda da amamentação.