Mudança do Hemocord para o Tecnosinos em busca excelência máxima e inovação em serviços e pesquisa
Tecnosinos

Mudança do Hemocord para o Tecnosinos em busca de excelência máxima e inovação em serviços e pesquisa

Uma nova fase está prestes a começar para o Hemocord. O primeiro banco de células-tronco de cordão umbilical com laboratório de criopreservação no sul do Brasil e único no Rio Grande do Sul, está de mudança para o Parque Tecnológico de São Leopoldo – Tecnosinos, que fica dentro do campus da Unisinos.

A CEO do Hemocord, Dra. Karolyn Ogliari, vê essa nova etapa como uma grande oportunidade de formação de parcerias extremamente produtivas em diversos aspectos para o Hemocord.

“As colaborações multidisciplinares que um parque tecnológico oferece são o que há de mais vantajoso, pois para desenvolver uma nova terapia, sabe-se que há a necessidade de unir várias áreas de expertise e ter apoio de uma instituição empreendedora”, destacou.

Todos os cuidados estão sendo redobrados para que a mudança transcorra da melhor forma possível neste período de transição, que tem previsão de encerramento ainda em 2018.

“Os processos serão organizados com base em um plano de transferência sob a ótica do gerenciamento de risco e organizado por etapas, incluindo desde a transição setorial até as revalidações de todos os protocolos in loco“, ressaltou a Dra. Karolyn.

Mudar para ser ainda melhor

Capacitar ainda mais o serviço de referência. Esse é um dos principais fatores que motivaram o Hemocord na tomada da decisão de mudar-se para o Parque Tecnológico da Unisinos, conforme afirma a Dra. Karolyn.

“Nossa capacidade de armazenamento de amostras aumentará, diversos equipamentos serão duplicados. A estrutura em geral será modernizada e otimizada em relação ao abastecimento de nitrogênio líquido e geradores de energia. Também serão agregados dois novos laboratórios: de pesquisa e desenvolvimento, e para manipulação genética de células”, destacou a Dra. Karolyn.

A expansão da área física em São Leopoldo vai permitir o aprimoramento dos serviços e o desenvolvimento de projetos inovadores de pesquisa e desenvolvimento. Serão quase 400m2 de uma ala inteira em um dos prédios novos do Tecnosinos.

“Todo o nosso laboratório de processamento de sangue e tecido de cordão contará com uma estrutura de Centro de Processamento Celular Avançado”, ressaltou a Dra. Karolyn.

“Haverá controle da qualidade do ar dentro das salas de processamento, que atendem os parâmetros GMP (do inglês Good Manufacturing Practices, que significa Boas Práticas de Fabricação). Essa certificação permitirá que células possam ser manipuladas em sistemas abertos, com qualidade suficiente para ainda serem reinfundidas em pacientes”, completou.

Hemocord como referência na Escola de Saúde da Unisinos

A mudança do Hemocord é amplamente saudada pelo diretor executivo do Tecnosinos, Luis Felipe Maldaner. Segundo ele, a chegada de uma instituição de referência será uma oportunidade ímpar, tanto para o parque tecnológico como para os alunos dos cursos da área da saúde da Unisinos.

“Nós miramos um futuro brilhante na área por conta de todo o trabalho que o Hemocord tem feito em células-tronco”, ressaltou.

“Os alunos terão grande oportunidade de interagir com as pesquisas do Hemocord, dando a sua colaboração e podendo relacionar com os estudos de praticamente todos os cursos da área da saúde, especialmente no novo curso de Medicina”, completou.

Mais do que ser referência na coleta e armazenamento de células-tronco do cordão umbilical, o Hemocord, conforme Maldaner, é visto como fator importantíssimo para o desenvolvimento de projetos junto à Escola de Saúde da Unisinos.

“Também vislumbramos um aprofundamento na área de pesquisa de células cerebrais. Tão logo a mudança ocorra, vamos alinhar essa parte para desenvolvermos projetos em conjunto”, afirmou.

“A vinda do Hemocord, aliás, preenche a lacuna de pesquisa aplicada dentro do Tecnosinos. Será um trabalho para geração de novas tecnologias”, completou.

A Dra. Karolyn, que inclusive é professora no curso de Medicina da Unisinos, destaca que a produção de linhagens celulares é o projeto inicial da parceria entre o Hemocord e a Unisinos.

“A ideia é que o Hemocord desenvolva e disponibilize produtos celulares humanos para consumo pelos pesquisadores da Universidade, de forma a aumentar as pesquisas na área da medicina regenerativa e engenharia tecidual”, afirmou.

O Tecnosinos

O Parque Tecnológico de São Leopoldo – Tecnosinos foi criado há mais de 10 anos, e abriga hoje empresas nas áreas de Tecnologia da Informação, Semicondutores, Automação e Engenharias, Comunicação e Convergência Digital, Tecnologias para a Saúde e Energias Renováveis e Tecnologias Socioambientais.

Atualmente, o Tecnosinos emprega cerca de 6 mil pessoas, conta com mais de 70 empresas e permanece em franco crescimento.

É dentro dessa realidade que o Hemocord estará inserido a partir da segunda metade do ano. “O interesse da mudança do Hemocord, na verdade, foi mútuo. O Tecnosinos inclusive inaugurou em 2017 um prédio especificamente para abrigar um centro de desenvolvimento e pesquisa de empresas. O objetivo, então, é justamente esse: conectar o Hemocord com a Universidade”, encerrou Maldaner.

Para saber mais sobre o futuro do armazenamento em bancos de cordão umbilical, acesse nosso artigo.

Projeto desenvolvido pelo escritório Lucia Lisboa Arquitetura Médico-Hospitalar. Obra realizada pela MSR Engenharia.