TDAH prejudica desempenho escolar. Saiba como identificar no seu filho
TDAH Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade

TDAH: Saiba como identificar no seu filho

Transtorno prejudica desempenho escolar e ocorre em 3 a 5% das crianças

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), também conhecido como Distúrbio de Déficit de Atenção (DDA), ocorre em 3 a 5% das crianças, e caracteriza-se por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. O transtorno é associado a alterações na região frontal do cérebro, relacionada a funções superiores como planejamento, controle de impulsividade, atenção e memória.

Já foram identificados genes de suscetibilidade ao TDAH, visto que há maior prevalência da doença em familiares de crianças diagnosticadas com o TDAH, quando comparados à população em geral. Entretanto, assim como qualquer outro transtorno de comportamento, deve ficar claro que o TDAH é uma doença multifatorial e tem diferentes influências ambientais associadas ao seu desenvolvimento.

Em geral, o TDAH influencia no rendimento escolar da criança e no relacionamento com as pessoas. Segundo a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA), crianças do sexo masculino apresentam com mais frequência os sintomas de hiperatividade e impulsividade do que crianças do sexo feminino, mas ambos os sexos apresentam desatenção. Adultos com TDAH podem apresentar falta de atenção, esquecimentos no dia-a-dia, inquietude e impulsividade, e apresentam tendência ao uso de drogas, consumo de álcool, e ao desenvolvimento de ansiedade e depressão.

Além da predisposição genética, algumas substâncias ingeridas durante a gravidez também estão associadas ao surgimento do transtorno. A nicotina (componente do cigarro) e o álcool podem causar alterações em algumas partes do cérebro do bebê, incluindo a região frontal.

Tratamento público para TDAH é escasso

No Brasil, infelizmente não há uma política governamental para o tratamento do TDAH. Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com as Universidades Federais do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Rio de Janeiro (UFRJ), mostrou dados alarmantes em 2015: no Brasil, aproximadamente 250 mil crianças e adolescentes não sabem que sofrem os efeitos do TDAH.

O estudo foi citado em reportagem do Bom Dia Brasil, jornal matinal da Rede Globo, e revelou que o país gasta mais de R$ 1,8 bilhão por não oferecer o tratamento público adequado ao transtorno, devido aos gastos com a repetência escolar, acidentes causados pela hiperatividade de crianças e adolescentes, entre outros problemas.

 

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[Publicado originalmente em 4 de junho de 2015. Revisado e atualizado em 1 de março de 2017]