armazenamento do sangue de cordão

Vale a pena investir no armazenamento do sangue de cordão umbilical?

Há quase 30 anos, o armazenamento do sangue de cordão vem sendo discutido e proposto pelos médicos e cientistas. O sangue de cordão armazenado pode ser útil no presente e no futuro, seja salvando uma vida ou proporcionando mais qualidade de vida. Porém, o armazenamento ainda é visto como uma opção cara, inacessível e até mesmo desnecessária.

Armazenar é um caminho possível que pode auxiliar no tratamento de diversas doenças no futuro, inclusive no tratamento da própria pessoa de quem foi extraído o sangue de cordão, conhecido como transplante autólogo.

Quais são as possibilidades?

O armazenamento do sangue de cordão traz possibilidades de tratamento para diversas doenças. Ele é rico em células-tronco hematopoiéticas, e por esse motivo o sangue de cordão é considerado um substituto à medula óssea, podendo ser utilizado em transplantes para tratamento de doenças do sangue. Nessa última década de estudos científicos, concluíram que, além das células-tronco presentes nesse material, que são importantes para a regeneração da medula óssea, as outras células que o compõem, tais como os monócitos e linfócitos, colaboram para suas propriedades especiais. Nenhuma outra fonte de células, até o momento, provou ser capaz de proporcionar os resultados vistos com o uso do sangue de cordão para paralisia cerebral e autismo. As características que todas essas células possuem no período neonatal é a responsável pelos ótimos resultados vistos em doenças neurológicas. Isso quer dizer que, as mesmas células, no adulto, não mostram os mesmos benefícios.  

Já o tecido do cordão umbilical tem grandes quantidades de células-tronco mesenquimais, que têm um enorme potencial para várias outras doenças que possuem como base a inflamação e a necessidade de regeneração de tecidos de sustentação, como músculo, cartilagem e osso.

Alternativa ao transplante de medula óssea

O uso de células-tronco do sangue de cordão já permitiu 40 mil transplantes no mundo todo. No Brasil, somando os números da rede pública e privada, foram mais de 190 transplantes de sangue de cordão de acordo com os dados da Rede BrasilCord e ANVISA. Mais de 80 doenças já são tratadas, incluindo cânceres e doenças sanguíneas, enquanto outras ainda estão em fase de estudo, como a paralisia cerebral e autismo.

As células armazenadas são 100% compatíveis com a própria pessoa e têm 25% de chance de serem completamente compatíveis com irmãos diretos, algo muito necessário no cenário atual, em que até 40% das pessoas que necessitam de transplante de medula óssea não encontram um doador compatível. Se considerarmos que vários centros de transplantes no mundo, incluindo o Sloan-Kettering nos EUA, podem utilizar unidades de sangue de cordão com compatibilidade de 50%, isso expande muito a possibilidade de utilização para outros membros da família.  

Além disso, estudos comprovam que o transplante com sangue de cordão está associado a uma maior chance de sobrevivência e menor chance de recaída da doença nos pacientes. Os resultados mostram que o sangue de cordão pode ser a melhor opção de tratamento de doenças do sangue, consideradas de alto risco e com grandes chances de recaída.

Com todas essas pesquisas e estudos sendo desenvolvidos, podemos dizer que o armazenamento do sangue de cordão pode ajudar em diversos casos.  

Como fazer o armazenamento do sangue de cordão umbilical?

O armazenamento do sangue de cordão é algo que só pode ser feito uma vez, durante o parto. Por isso, se você deseja fazer isso, precisa começar a pesquisar o quanto antes para tomar a melhor decisão.

O sangue é coletado e colocado em uma bolsa própria. Depois, ele é refrigerado e enviado ao laboratório, onde é submetido a etapas de processamento para obter a maior quantidade possível de células. Nesse momento, também são realizados testes de caracterização celular e viabilidade. Então, as células são armazenadas e resfriadas gradativamente em nitrogênio, até que atinjam temperaturas próximas a -196ºC. Isso as mantêm conservadas por longos períodos de tempo.

O tecido do cordão é coletado e acondicionado em um frasco estéril. No laboratório, pode-se isolar as células mesenquimais e, então, congelá-las. Ou o material pode ser armazenado sem que se separe as células. Isso depende do laboratório.

Nos bancos privados de armazenamento, você contrata o serviço e o material coletado permanece sendo de sua responsabilidade até a maioridade do seu filho. Dessa forma, garante-se que o sangue de cordão e as células-tronco estarão disponíveis imediatamente, caso seja necessário.

Esse procedimento não é complicado e está mais acessível do que parece. Se você está interessado em contratar esses serviços, conheça o Hemocord e entre em contato!