Açúcar e as crianças: controlar para evitar doenças
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Açúcar e as crianças: controlar para evitar doenças

Não é novidade que o açúcar é considerado um dos principais responsáveis pela obesidade infantil. No entanto, nos últimos anos, os médicos diagnosticaram mais doenças relacionadas ao consumo demasiado do açúcar.

Neste artigo, saiba mais sobre os riscos relacionados à ingestão excessiva do açúcar, e quais medidas podemos tomar para a redução do seu consumo.

Boa leitura!

É hora de darmos mais atenção ao açúcar

A correria do dia-a-dia faz com que muitas famílias optem por praticidade e rapidez na hora das refeições, o que nem sempre é sinônimo de alimentação saudável. Um exemplo? Café da manhã composto por sucrilhos, sucos industrializados, bolachinhas e/ou achocolatados. Para diversas crianças, a primeira refeição do dia acaba sendo rica em açúcar e pobre em fibras.

Isso pode explicar os achados alarmantes de uma pesquisa realizada na Inglaterra, a qual mostrou que as crianças estão consumindo metade da ingestão diária máxima recomendada de açúcar no café da manhã. E não para por aí. Até o final do dia, elas estão ingerindo muito mais açúcar do que deveriam: o consumo chega a ser três vezes superior ao limite recomendado para um dia.

No mundo todo, o consumo de açúcar triplicou nos últimos 50 anos segundo o artigo The Toxic Truth About Sugar (A Verdade Tóxica Sobre o Açúcar), o qual mostra uma série de dados e argumentos sobre os perigos que o açúcar em excesso representa para a saúde.

A sacarose, popularmente conhecida como “açúcar de mesa”, é composta por duas moléculas: glicose e frutose. No artigo acima, Dr Robert Lusting – professor de endocrinologia pediátrica da Universidade da Califórnia nos EUA – e os outros autores apontaram, com base em um grande número de evidências científicas, que o consumo excessivo de frutose pode desencadear processos tóxicos ao fígado, e que contribuem para o desenvolvimento de uma série de doenças crônicas, incluindo obesidade, hipertensão e diabetes.

Segundo o Dr Lusting, é importante ter em mente que “o açúcar não é perigoso por causa de suas calorias, ou porque você engorda. O açúcar é perigoso porque é açúcar. Não é nutritivo. Quando consumido em excesso, é uma toxina. E é viciante.

Vale lembrar que o consumo de açúcar adicionado (acrescentado durante o processamento industrial ou preparo dos alimentos) não é recomendado até o segundo ano de vida. A partir dos 2 anos recomenda-se que as crianças consumam, no máximo, 25g de açúcar adicionado (6 colheres de chá) por dia. Isso equivale, aproximadamente, a 40g de chocolate ao leite ou 240 mL de refrigerante.

Reeducação alimentar e hábitos saudáveis

O açúcar não precisa ser um problema na vida das crianças. Porém, devemos levar em consideração que o consumo de açúcar não é indicado para menores de 2 anos, e a partir desta idade sua introdução deve ocorrer com cautela.

Separamos algumas ações que podem ser tomadas para que a ingestão do açúcar ocorra da forma correta:

  1. Dos 6 aos 12 meses de vida, não são recomendados alimentos açucarados (por exemplo, fruta amassada com açúcar, mel ou geleia). Ofereça o alimento in natura (obtido diretamente da natureza, sem ter sofrido qualquer alteração) para que o bebê descubra os sabores;
  2. Evite o refrigerante. Além de açúcar em excesso, ele tem muito sódio, cafeína e aditivos químicos. Caso seu filho já consuma com frequência, cortar radicalmente pode ser um problema. Por isso, deixá-lo beber somente em festas de aniversário é uma saída. No dia a dia, o suco natural (não industrializado) é uma alternativa;
  3. Dê preferência para alimentos que você sabe que não contêm açúcar adicionado, como as frutas e os vegetais frescos;
  4. Balas, doces, biscoitos e achocolatados têm muito açúcar, e devem ser evitados. Além disso, eles favorecem a formação de cáries e inflamação nas gengivas. Por isso, é essencial escovar os dentes depois do consumo.

Sempre é possível começar a incentivar as crianças a terem hábitos mais saudáveis! Lembre-se de:

  • Estimular o consumo de frutas frescas, sem açúcar, creme, leite condensado ou chocolate para adoçar;
  • Evitar o consumo de sucos industrializados;
  • Estimular o consumo de água para matar a sede.

Como anda a alimentação do seu filho? Confira seis dicas para estimulá-lo a consumir alimentos saudáveis.