Hemocord Banco de Células Tronco

Que Tipos de Células-Tronco Armazenamos?

Tipos de células-tronco: O sangue contido no cordão umbilical - células-tronco hematopoiéticas

National Institutes of Health (NIH). Stem Cells: A Primer (2000).

O sangue que coletamos diretamente do cordão umbilical e da placenta possui qualidade semelhante ao sangue presente na circulação do recém-nascido. O Hemocord coleta e processa esse sangue no laboratório para reduzir o seu volume, retirando os glóbulos vermelhos (hemácias) e parte do plasma sanguíneo, e concentrando a população de células nucleadas presente na amostra de sangue.

Dentro da população de células nucleadas, uma fração representa os tipos de células-tronco hematopoiéticas e células progenitoras hematopoiéticas, as quais são células imaturas e as primeiras representantes da linhagem das células sanguíneas. Além disso, dentro da mesma fração de células nucleadas, há uma pequena população de células-tronco mesenquimais, responsáveis pela formação do tecido de sustentação da medula óssea.

Vantagens de armazenar sangue do cordão umbilical

  • É uma fonte rica em células-tronco e células progenitoras hematopoiéticas.
  • É uma fonte alternativa aos bancos de medula óssea para transplantes em mais de 80 doenças, tais como linfomas, leucemias, anemias e tumores sólidos.
  • Mais de 4 milhões de unidades de sangue de cordão umbilical foram armazenadas no mundo inteiro(10).
  • Foi utilizado em mais de 40 mil transplantes no mundo(11).
  • Em caso de leucemia e necessidade de transplante, uma importante opção é o sangue de cordão umbilical de um irmão compatível. Além disso, o transplante aparentado possui vantagens sobre o não- aparentado(2). Desta forma, é vantajoso manter o material disponível para a família.
  • A chance de compatibilidade é maior entre familiares, e o sangue de cordão permite uma maior flexibilidade nessa questão. As células-tronco hematopoiéticas contidas no sangue do cordão são imaturas, e consideradas menos reativas imunologicamente quando comparadas a outras fontes de células-tronco adultas, como a medula óssea(1,3,4).
  • Com base em estudos realizados em importantes centros internacionais de oncologia, foi demonstrado que:
    • As taxas de sobrevivência após o transplante são similares (em crianças e adultos) ou superiores (em crianças) aos de transplantes de células-tronco hematopoiéticas provenientes de medula óssea(1,5-8).
    • Os índices de rejeição e de recidiva da doença são menores aos observados em transplantes de células-tronco hematopoiéticas provenientes de medula óssea, tanto em crianças quanto em adultos(2,6,7,9).

 

Aplicações: Leucemias, Linfomas, Anemias, Tumores Sólidos e Doenças Metabólicas, dentre mais de 80 tipos de doenças.

Referências:

  1. Ballen, K. K. e cols. Umbilical cord blood transplantation: the first 25 years and beyond. Blood. 122, 491–498 (2013).
  2. Gluckman, E. e cols. Eurocord Transplant Group and the European Blood and Marrow Transplantation Group. Outcome of cord-blood transplantation from related and unrelated donors. New England Journal of Medicine. 337, 373-381 (1997).
  3. Shahrokhi, S. e cols. Insights and hopes in umbilical cord blood stem cell transplantations. Journal of Biomedicine and Biotechnology. 2012, ID 572821, 1-11 (2012).
  4. Stavropoulos-Giokas, C. e cols. The Role of HLA in Cord Blood Transplantation. Bone Marrow Research. 485160, 1-9 (2012).
  5. Metheny, M. e cols. Cord blood transplantation: can we make it better? Frontiers in Oncology. 3, 1-11 (2013).
  6. Rocha, V. e cols. Graft-versus-host disease in children who have received a cord-blood or bone marrow transplant from an HLA-identical sibling. Eurocord and International Bone Marrow Transplant Registry Working Committee on Alternative Donor and Stem Cell Sources. New England Journal of Medicine. 342, 1846-1854 (2000).
  7. Rocha, V. e cols. Transplants of umbilical-cord blood or bone marrow from unrelated donors in adults with acute leukemia. New England Journal of Medicine. 351, 2276-2285 (2004).
  8. Rocha, V. e cols. Comparison of outcomes of unrelated bone marrow and umbilical cord blood transplants in children with acute leukemia. Blood. 97, 2962-2971 (2001).
  9. Eapen, M. e cols. Outcomes of transplantation of unrelated donor umbilical cord blood and bone marrow in children with acute leukaemia: a comparison study. Lancet. 369, 1947-1954 (2007).
  10. Ballen K. K. e cols. Umbilical cord blood donation: public or private? Bone Marrow Transplantation. 1-8 (2015).
  11. Ballen, K. K. & Lazzarus, H. Cord blood transplant for acute myeloid leukaemia. British Journal of Haematology. 25-36 (2016).

Tipos de células-tronco: O próprio cordão umbilical – células-tronco mesenquimais

O tecido do cordão umbilical é coletado e armazenado pois é rico em células-tronco mesenquimais. Essas células estão sendo avaliadas em pesquisas experimentais e clínicas devido às suas propriedades imunoreguladoras e sua capacidade regenerativa de tecidos ósseos e cartilaginosos, nas áreas de medicina esportiva e lesões articulares degenerativas, bem como na regeneração de outros tecidos, como o cardíaco, muscular esquelético e nervoso.

Atualmente, há diversos estudos clínicos (em humanos) publicados e em andamento, sobre as aplicações terapêuticas das células-tronco mesenquimais do tecido do cordão em doenças autoimunes, cardíacas, neurológicas, diabetes mellitus, doenças respiratórias, entre outras.

Os estudos estão comprovando a segurança e a eficácia da terapia com as células-tronco mesenquimais, mas ainda não há resultados terapêuticos completamente estabelecidos que permitam a utilização dessas células em terapias clínicas. Os estudos sugerem que as células-tronco mesenquimais poderão ser importantes no futuro, para o tratamento de doenças e condições que atualmente possuem poucas ou nenhuma opção terapêutica.

A coleta do tecido do cordão umbilical

Logo após a coleta do sangue do cordão umbilical, o coletador secciona o cordão umbilical, separando-o da placenta. É realizada a antissepsia e o acondicionamento do mesmo em um frasco estéril. O mesmo kit de transporte usado para levar o sangue do cordão coletado ao laboratório é usado para levar o tecido. No laboratório, o tecido do cordão é congelado de forma gradual e automatizada, e armazenado em tanque de nitrogênio.

Vantagens de armazenar o tecido do cordão umbilical

  • É rico em células-tronco do tipo mesenquimais.
  • As células-tronco mesenquimais possuem especial propriedade de modular o sistema imune do nosso organismo, além do reparo de tecidos, como o tecido ósseo e o tecido cartilaginoso(1).
  • Baixa probabilidade de mutações genéticas nas células-tronco mesenquimais contidas no tecido do cordão, visto que é um tecido neonatal e com menor chance de exposição a fatores ambientais, se comparado a outras fontes de células-tronco mesenquimais em adultos.

 

Estudos clínicos com células-tronco mesenquimais do tecido do cordão:

ClinicalTrials

Adaptado de: Davies e cols, 2017

Referências:

  1. Hass, R. e cols. Different populations and sources of human mesenchymal stem cells (MSC): A comparison of adult and neonatal tissue-derived MSC. Cell Communication and Signaling. 9, 1-12 (2011).
  2. Davies, J. E. e cols. Concise Review: Wharton's Jelly: The Rich, but Enigmatic, Source of Mesenchymal Stromal Cells. Stem Cells Translational Medicine. 1620-1630 (2017).

Hemocord disponibiliza serviço a centros de transplante de medula

O transplante de células-tronco hematopoiéticas constitui-se em uma estratégia terapêutica frequentemente empregada no tratamento de pacientes com doenças onco-hematológicas, imunológicas e genéticas(1). As indicações mais comuns do transplante de células-tronco hematopoiéticas (Portaria GM/MS nº 931; Portaria nº 940; Portaria GM nº 260), são para crianças ou adultos com idade igual ou inferior a 70 anos nas situações de doenças hematológicas malignas, falência medular, hemoglobinopatias, distúrbios metabólicos, imunodeficiências, neuroblastomas, retinoblastomas, osteosarcomas e outros tumores sólidos.

As células-tronco hematopoiéticas podem ser armazenadas para uso posterior, caso não haja indicação para sua infusão a fresco. Vários recursos tecnológicos permitem o armazenamento dessas células por 24 anos ou mais(2). A manutenção da viabilidade das células submetidas ao congelamento dependerá de dois fatores: a capacidade de resistir ao dano mecânico oriundo da formação de cristais de gelo no seu interior e/ou desidratação, e o bloqueio das vias enzimáticas do ciclo celular(3).

Para tanto, o congelamento escalonado é essencial para evitar danos às células, e o armazenamento em temperaturas menores que -80°C é importante para a manutenção da viabilidade celular após períodos de armazenamento superiores a dois anos(4).

Atento a esse cenário, o Hemocord está disponibilizando aos centros transplantadores ou aos centros coletadores, a estrutura e tecnologia necessárias para o congelamento e armazenamento de células-tronco hematopoiéticas da medula óssea e sangue periférico, com congelamento gradual automatizado e posterior armazenamento em tanques de nitrogênio a -196°C. Nosso laboratório utiliza técnicas e equipamentos para criopreservação e armazenamento seguindo normas padronizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e Food and Drug Administration (FDA), fundamentais para o sucesso terapêutico.

Referências:

  1. Ljungman, P. e cols. Allogeneic and autologous transplantation for haematological diseases, solid tumours and immune disorders: current practice in Europe. Bone Marrow Transplantation. 45, 219–234 (2009).
  2. Broxmeyer, H. E. Insights into the biology of cord blood stem ⁄progenitor cells. Cell Proliferation. 44, 55-59 (2011).
  3. Hubel, A. e cols. Cryobiophysical characteristics of genetically modified hematopoietic progenitor cells. Cryobiology. 38, 140-153 (1999).
  4. Attarian, H. e cols. Long-term cryopreservation of bone marrow for autologous transplantation. Bone Marrow Transplantation. 17, 425-430 (1996).

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